DIA: 26/07/2012
Declaro que:
Queria muito ver TDKR hoje, na pré-estreia. Vários motivos
jogam contra, então não deu. Ai pensei em amanhã (27/07), dia da estréia
nacional, e novamente compromissos me impedirão de fazê-lo. Os que me
conhecem sabem o quão anioso estou para ver o filme. Tentei me
programar, mas, oh, porca miséria, não deu.
Então vai ficar para
segunda. Eu com dor no coração, necas de grana, e uma vontade desgraçada
de me perder em uma história que, desculpem os chatos, me agrada muito,
me faz viajar e sair, pelo menos por alguns momentos, dessa agrura que é
a vida.
Fim.
p.s. Esse é o grito de socorro de um nerd frustado, mas esperançoso.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
quinta-feira, 3 de maio de 2012
10 a BAFO!!
Estou tomando nota do que deixei para trás. Preciso fazê-lo,
sob pena de entrar em uma deprê foda. Então ai vai: Lembro como era bom morar
na vila militar de Canoas, onde quebrei o braço ao cair de bicicleta e levei
uma bela paulada no supercílio ao entrar numa briga generalizada de moleques
insanos. Bom que foi só um grande susto, sem grandes consequências.
Lembro da última vez que vi meu pai, correndo na
rodoviária de Porto Alegre para me entregar um refrigerante, com o ônibus
saindo e eu dando risada, ele idem, vermelho do esforço. Dias depois a coisa ficou
confusa, porque tivemos que voltar as pressas de São Chico, já que ele havia
sofrido um ataque cardíaco, e falecido.
Depois veio o Colégio Militar, as amizades nerds e
insanas com tardes gastas dentro do Planeta Proibido, uma das únicas
importadoras de Gibis de Porto Alegre, onde contava as moedas para poder
comprar apenas uma revistinha, que hoje em dia não vale nada. Eita, nóis.
Trauma mesmo foi quando tive que sair do CMPA (e não me orgulho disso) por
falta grave. Ai as coisas parecem que ficaram mais rápidas. Fui para um colégio
particular cheio de mim, só para descobrir que não sabia nada de nada.
Mesmo assim fiquei "amigo" dos caras, até
porque tenho 1.90 e descobri que todos jogavam basquete. Nada como o esporte
para quebrar o gelo. Ganhei medalhas, namorei umas garotas, e jogava, jogava e
jogava, em todo o tempo livre que tinha. Era uma época boa, e ainda não tinha
idéia de que poderia ganhar algo desenhando "monstros", como dizia
meu irmão. Isso durou um ano, quer dizer, um dos melhores anos...
Passei para outro colégio, fiz curso técnico, joguei
basquete, mas nada mais foi como antes. Fui trabalhar, aprendi a fazer algo da
vida, comecei a beber (com 20 anos, o precoce!!) e achava que iria ficar rico.
Casei pela primeira vez, comprei um carro, fui morar sozinho, ainda pensando
que a vida era um mar de rosas. Rebolava para pagar a faculdade, trabalhar,
manter uma casa, e acabei parando de desenhar. Com o tempo, comecei a ver que o
trabalho não era lá essas coisas, apesar de o salário ser bom.
A vida então me alcançou. Me separei, vendi o carro,
sai do trabalho. Mas no meio disso tudo, conheci uma pessoa maravilhosa, e
percebi que mesmo depois de tudo dar errado, as coisas ainda podem melhorar. Voltei
a desenhar, e dessa vez decidi que ficaria rico desenhando. Casei novamente.
Desenhei. Procrastinei. Ganhei um afilhado. Perdi algumas (ou várias)
oportunidades
Então veio o tombo, longo e profundo. E esse doeu.
Ainda dói. Mesmo assim, parece que o sol não desistiu de brilhar para mim.
Mudei de cidade, mudei de vida, e agora corro contra a máquina, contra o tempo.
Ainda estou casado, mas não estou rico. Ainda desenho, mas parece que não muito
bem, porque não consigo ganhar dinheiro com isso. Amigos? Acho que realmente
nunca tive. Porque meu conceito de amizade não parece ser o mesmo das outras
pessoas.
Hoje? Hoje sou um cara meio solitário e, olhando para
trás, percebo que sempre foi assim. Nunca gostei de comemorar aniversário,
sempre sai das festas antes dos outros, nunca me abri muito com alguém. Bebo
menos do que antes, cozinho relativamente bem e tenho as manhãs livres. Estou
com a faculdade trancada e sem previsão de volta. Tenho um emprego, nada
diferente dos outros, que não me dá nenhum prazer, mas paga as contas. Mas pelo
menos acordo ao lado de uma pessoa linda, e isso é encorajador. Lamento mesmo é
não ter meus cachorros por perto.
Agora, é só tocar para frente. E criar coragem para
suportar as decepções (e felicidades, porque não?) que a vida
ainda tem reservadas para mim.
c.s.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
K.
Nesses longos dias que vão tomando minha vida, tomei o hábito quase perigoso de ler tudo o que me cai na mão. Ou para esquecer, ou para passar o tempo, certamente para me divertir. Ai vai de tudo, leio biografia, livro de fantasia, aquele onde o inverno está chegando, outro de ficção (os meus preferidos), e cabe até um autor brasileiro, vez por outra.
Confesso que cada dia tenho mais certeza que dá para substituir os livros pelas pessoas. Ele pelo menos não te julga, não te olha torto, e te leva a lugares incríveis.
Que venha o próximo, porque já estou na página 201 do que estou lendo. Quase acabando.
c.c
Confesso que cada dia tenho mais certeza que dá para substituir os livros pelas pessoas. Ele pelo menos não te julga, não te olha torto, e te leva a lugares incríveis.
Que venha o próximo, porque já estou na página 201 do que estou lendo. Quase acabando.
c.c
sexta-feira, 9 de março de 2012
Sem palavras #0001!
Lá vai. Começando o diário gráfico. Ou não. Apresetando : Sem Palavras.
p.s. Ainda estou pensando qual vai ser a cor da tira, portanto, esperam mudanças.
TeChau.
quinta-feira, 8 de março de 2012
OIDOCU, sem comics!
As vezes me pego pensando como fazer o tempo durar mais. Quer dizer, o que penso mesmo é como não perder tempo. Tenho a nítida sensação de que sempre estou correndo atrás do prejuízo. Talvez seja verdade. Certo é que nunca aprendi a organizar meu tempo - porque cada um tem o seu tempo, dentro das 24 horas que alguém, lá no passado, nos obrigou a respeitar.
Porque isso agora? Ué, demorei tudo isso porque ainda não era "tempo" de fazer um mea culpa. Assim, finalmente (já era tempo!!), estou planejando outros rumos para esse blog. Ele foi concebido como um canal para "mostrar" meu trabalho com os famigerados Minicomis, que publiquei de maneira medieval lá nos idos de 2007. Oidocu era a "editora" dessas obras. Obviamente o canal foi transformando-se e acabou se tornando no meu "olá, mundo, olha eu aqui, me contratem, me dê trabalho!!!", e etc.
Engraçado é ver que sempre postei muito mais textos do que desenho no blog. Na real, gosto muito de escrever. Pensei nisso por tanto tempo que deicidi transformar isso aqui em algo como um diário ilustrado. Boa, não? Com o tempo (sempre ele), vou fazer umas mudanças no layout, etc e etc. Quanto a arte em si, a coisa que gosto de fazer e que me faz pensar que as coisas sempre podem ser melhores, ainda vai estar por aí, ou no deviantart, ou em outro blog, quem sabe?
Procura lá, se valer a pena! Melhor ainda, se der tempo.
Porque isso agora? Ué, demorei tudo isso porque ainda não era "tempo" de fazer um mea culpa. Assim, finalmente (já era tempo!!), estou planejando outros rumos para esse blog. Ele foi concebido como um canal para "mostrar" meu trabalho com os famigerados Minicomis, que publiquei de maneira medieval lá nos idos de 2007. Oidocu era a "editora" dessas obras. Obviamente o canal foi transformando-se e acabou se tornando no meu "olá, mundo, olha eu aqui, me contratem, me dê trabalho!!!", e etc.
Engraçado é ver que sempre postei muito mais textos do que desenho no blog. Na real, gosto muito de escrever. Pensei nisso por tanto tempo que deicidi transformar isso aqui em algo como um diário ilustrado. Boa, não? Com o tempo (sempre ele), vou fazer umas mudanças no layout, etc e etc. Quanto a arte em si, a coisa que gosto de fazer e que me faz pensar que as coisas sempre podem ser melhores, ainda vai estar por aí, ou no deviantart, ou em outro blog, quem sabe?
Procura lá, se valer a pena! Melhor ainda, se der tempo.
c.s.
p.s. O desenho ai é um dos esboços que fiz para o desenho de uma cena de uma hq medieval. Quase utilizei ele, mas acabei optando por outro. De qualquer maneira, não vai ficar anônimo.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
34, mas com gosto de 68!
Fico pensando se ainda vale a pena escrever e postar algo por aqui, mas vá lá, hoje é meu aniversário. Vou me dar esse direito.
Passei pela “idade de cristo” e sobrevivi. O que não quer dizer que não tenha carregado minha cruz. Quer dizer, ela ainda me traz dores até hoje. O dia chegou e pus-me a olhar para trás. Minha esposa diz que estou “xixi-cocô”. Na realidade estou mesmo é ficando velho. Pior, ainda estou com as mesmas dúvidas de quando tinha metade de minha idade.
O que fazer então? Como sair desse ciclo? Como deixar passar e, nessa nova vida – porque, literalmente, aos 34 anos, começo tudo do zero – seguir por um caminho diferente? Melhor ainda: como manter-me longe de minha fenomenal capacidade de foder com tudo? É de se pensar.
34 é um ótimo número. Lembra-me que tenho pouco tempo para qualquer coisa que planeje fazer com uma quase insignificante carreira de ilustrador/desenhista. Lembra-me também que adoraria ter um filho, mas que não tenho nenhuma segurança econômica para criá-lo de maneira digna. Lembra-me que tenho uma família pequena, mais unida, um grande amigo em meu irmão, e a melhor companheira que jamais poderia esperar em minha esposa. Lembra-me que tenho uma mãe nordestina, que ruge como uma leoa. É nisso que tenho que me prender para tocar à frente, sob pena de cair no buraco da loucura e da mediocridade.
Às vezes, queria estar longe, talvez em um balão, o mais alto possível. Dia desses me peguei pensando que poderia ocorrer uma grande catástrofe mundial e, assim, quem sabe, poderia “dar a volta por cima”, recuperar meu orgulho, etc, etc. No fim das contas, isso seria uma fuga e, hoje, aos 34 anos, tudo o que eu não quero é fugir, nas sim, tomar as rédeas da minha vida e completar o resto da minha caminhada com dignidade.
Nunca tive muitos amigos, sei lá por qual motivo. A maior parte foram colegas, conhecidos, estranhos que sabiam meu nome. Não sei o motivo. Talvez eu seja complicado. Certamente não sou baba-ovo. Quer dizer, sempre fui um cara introspectivo, por mais que se pense o contrário. Assim, os parabéns vieram mesmo de quem mau me conhece (excetuando-se a família, claro!!). Mesmo assim tenho saudade de tomar uma ceva e jogar conversa fora, discutir sobre algum livro ou filme, enfim... Saudades.
Pensando melhor eu tenho saudades de um grande amigo, que no momento mais difícil encostou o focinho na minha perna como se pedisse “calma”, e que agora está sozinho, para minha vergonha. Que certamente estaria do meu lado esperando um afago, sentindo de longe meu humor, sem me julgar, sendo o que sempre foi... meu amigo. Meu vira-latas não está comigo agora, por força do destino. E sei lá porque, ao terminar esse texto, só penso nele. Sozinho, como que abandonado. Tento pensar em como resolver isso e, como sempre, não sei o que fazer. Quero acreditar que vou conseguir ajudá-lo, mas não tenho certeza. Sendo sincero, é a única criatura de quem realmente sinto falta.
Queria que estivesse comigo, amigo.
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Carlos Eugênio Monte Soares,
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quinta-feira, 14 de outubro de 2010
O horizonte que se anuncia...
O censo está acabando. Então, preciso logo arrumar o que fazer. É sério. As coisas estão andando, mas não rápido o suficiente. Por isso, preciso fazer as coisas acontecerem.
Nesse tempo, perdi algumas oportunidades enquanto outras estão se abrindo. A preguiça parece que está arremetendo, talvez um pouco tarde, mas é assim que as coisas são.
Ao mesmo tempo, estou lendo um livro sobre Van Gogh, que começou tarde da vida, era meio louco, morreu cedo, mas ficou para a história. Posso cortar a parte do morrer cedo e ficar louco, mas pelo menos não quero passar por essa vida apagado.
Em tempo. Mês difícil para a liberdade expressão. Fui duplamente censurado: um desenho na obra que nunca deveria ter existido teve que ser mudado, e em uma certa lista de e-mails, meus comentários políticos não são mais bem-vindos.
Enfim.
c.s.
Nesse tempo, perdi algumas oportunidades enquanto outras estão se abrindo. A preguiça parece que está arremetendo, talvez um pouco tarde, mas é assim que as coisas são.
Ao mesmo tempo, estou lendo um livro sobre Van Gogh, que começou tarde da vida, era meio louco, morreu cedo, mas ficou para a história. Posso cortar a parte do morrer cedo e ficar louco, mas pelo menos não quero passar por essa vida apagado.
Em tempo. Mês difícil para a liberdade expressão. Fui duplamente censurado: um desenho na obra que nunca deveria ter existido teve que ser mudado, e em uma certa lista de e-mails, meus comentários políticos não são mais bem-vindos.
Enfim.
c.s.
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